SERVIÇOS DE RH NO SERVICENOW - Guia prático para POs (sem tecnês)
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5 hours ago
SERVIÇOS DE RH NO SERVICENOW - Guia prático para POs (sem tecnês)
O grande desafio do RH é explicar, de forma simples e sem virar aula técnica, como os Serviços de RH funcionam no ServiceNow para POs que estão chegando agora ou que não vivem o dia a dia do módulo de RH.
A ideia aqui é explicar:
- o que é cada coisa
- para que serve
- quando usar
- e como isso impacta o serviço lá na ponta
Tudo com exemplos reais e linguagem de time.
VISÃO GERAL – O QUE É UM SERVIÇO DE RH
Pensando sem tela:
Um Serviço de RH é basicamente algo que o RH oferece para a empresa.
Exemplos bem comuns:
- Aprovar trabalho em dias não úteis
- Atualizar dados cadastrais
- Emitir documentos
- Solicitar benefícios
Para o colaborador -> Isso aparece como um item no portal.
Para o RH -> Isso vira um caso, que pode ter tarefa, aprovação, checklist, fluxo, SLA etc.
Ideia principal
O Serviço de RH é quem manda no comportamento do caso.
Não importa se o caso veio do portal, de integração ou foi criado manualmente.
AS PEÇAS DESSE QUEBRA-CABEÇA HRSD
Quando falamos de Serviço de RH, estamos falando desse conjunto aqui:
- Item de Catálogo (Record Producer)
- Serviço de RH
- Modelo de Caso de RH
- Check-list
- Tarefas
- Aprovações
- Fluxos
- Base de Conhecimento
Erro clássico
Achar que tudo se resolve no catálogo.
->O catálogo é só a porta de entrada.
ITEM DE CATÁLOGO (RECORD PRODUCER)
(é conhecido por nomes diferentes em alguns clientes: formulário do portal, serviço do porta, tela de solicitação, item, requisição, solicitação, ticket, tarefa, cases, etc)
O que é
É o formulário que o usuário preenche no portal.
O que ele faz
- Mostra campos para o usuário
- Coleta informações
- Cria um caso de RH
- Define o status inicial que o usuário enxerga
O que ele NÃO faz
- Não define quem atende
- Não define tarefas
- Não define aprovação
- Não governa o processo
Exemplo simples
Serviço de atualização cadastral.
O catálogo só pergunta os dados e cria o caso.
Todo o resto vem depois.
MODELO DE CASO DE RH
Pensa no modelo como um “molde padrão” de como o caso nasce para o RH.
Coisas que normalmente já vêm preenchidas automaticamente no modelo
- Grupo de atribuição
- Prioridade
- Canal (normalmente Portal ou Autoatendimento)
- Serviço de RH relacionado
- Tipo de caso
Coisas que normalmente NÃO vêm preenchidas no modelo
Porque dependem do atendimento ao longo do tempo:
- Resultado da análise
- Observações finais
- Decisões tomadas
- Campos de conclusão
Esses campos só fazem sentido depois que o caso começa a ser trabalhado.
EXEMPLOS DE MODELOS DE RH
Modelo 1 – Atualização cadastral simples
Já nasce preenchido com:
Grupo = RH Atendimento
Prioridade = Média
Canal = Portal
Serviço de RH = Atualização cadastral
NÃO nasce preenchido com:
Resultado da validação
Observação do analista
Confirmação de impacto em folha
Tudo isso é decidido durante o atendimento.
Modelo 2 – Aprovação de trabalho em dia não útil
Já nasce preenchido com:
Grupo = RH Worktime
Prioridade = Baixa
Canal = Portal
Serviço de RH = Aprovar trabalho em dias não úteis
NÃO nasce preenchido com:
Decisão da aprovação
Justificativa do gestor
Comentários adicionais
Esses campos só aparecem ao longo do fluxo de aprovação.
SERVIÇO DE RH – ONDE A MÁGICA ACONTECE
O Serviço de RH é a configuração que governa tudo.
É aqui que se decide, por exemplo:
- Se o serviço cria ou não um caso de RH
Existem serviços que só orientam (informativos)
e serviços que sempre criam um caso para acompanhamento.
Exemplo:
– “Consultar política de férias” → não cria caso
– “Solicitar férias fora do período” → cria caso
- Qual tipo de caso será criado (qual tabela / COE)
O serviço define se o caso vai nascer como:
– Caso de RH padrão
– Caso de Worktime
– Caso de Administração da Força de Trabalho
– Caso de ciclo de vida (onboarding, offboarding)
Impacto real:
– muda workspace
– muda SLA
– muda relatórios
– muda quem atende
- Qual modelo de caso será aplicado automaticamente
Aqui você define qual “molde” o caso vai usar.
Exemplo:
– Serviço de atualização cadastral → modelo simples
– Serviço de desligamento → modelo complexo, com tarefas
- Se o caso nasce atribuído automaticamente ou não
O serviço pode decidir:
– atribuir direto para um grupo
– atribuir para um usuário específico
– deixar sem atribuição (triagem manual)
Exemplo real:
– Atendimento padrão → grupo automático
– Exceções trabalhistas → triagem manual
- Se o gestor da pessoa entra automaticamente como observador (watchlist)
Opção nativa do serviço.
Quando faz sentido:
– horas extras
– afastamentos
– temas sensíveis
Impacto:
– gestor acompanha o caso
– recebe notificações
– não precisa pedir visibilidade depois
- Se o usuário pode ou não cancelar a solicitação
Isso é decisão do serviço, não do catálogo.
Exemplos:
– Atualização cadastral → usuário pode cancelar
– Desligamento → usuário NÃO pode cancelar
– Afastamento médico → normalmente não pode cancelar após análise
- Se o agente pode ou não adicionar aprovadores manualmente
Opção nativa: “Agent Can Add an Approval”.
Quando usar:
– serviços com exceções
– cenários não previstos em fluxo
Exemplo real:
– analista inclui aprovação jurídica
– analista inclui aprovação de compliance
- Se aprovações são obrigatórias ou opcionais
O serviço define se:
– sempre existe aprovação
– nunca existe aprovação
– aprovação só vem via fluxo
Exemplos:
– Trabalho em dia não útil → sempre tem aprovação
– Atualização cadastral → normalmente não tem
– Benefício especial → depende do fluxo
- Se documentos são criados automaticamente
Opções nativas como:
– criar documento rascunho
– iniciar tarefas de documento
Quando usar:
– contratos
– termos
– declarações
– acordos formais
- Se o serviço pula ou não a atribuição automática
Opção “Skip Auto Assign”.
Quando faz sentido:
– serviços que exigem análise inicial
– distribuição manual
– fila especializada
- Se o serviço controla o aceite do usuário automaticamente
Exemplo:
– pular estado de “aceite do usuário”
– avançar direto no fluxo
Muito usado em:
– processos obrigatórios
– ciclo de vida
– automações
- Se a pessoa afetada é preenchida automaticamente ou não
Opção “Do Not Default Subject Person”.
Exemplo real:
– caso administrativo
– caso corporativo
– caso que não se refere a um colaborador específico
- Quais critérios de RH se aplicam ao serviço
O serviço decide:
– quem pode ver
– quem pode usar
– para quem o serviço se aplica
Baseado em:
– tipo de vínculo
– localidade
– papel
– população de RH
- Se o serviço aparece ou não no portal (e para quem)
Mesmo que exista, o serviço pode:
– aparecer só para um público
– aparecer para todos
– não aparecer no portal (uso interno / integração) - Se o serviço suporta tarefas automáticas
O serviço define se:
– o caso nasce com tarefas
– as tarefas são criadas por fluxo
– o agente cria tarefas manualmente
Exemplos nativos:
– desligamento
– onboarding
– mudanças contratuais
- Se o serviço usa check-list operacional
Check-list associado ao serviço, não ao catálogo.
Quando usar:
– para evitar erro humano
– para padronizar atendimento
– para orientar analistas novos
- Como o caso aparece para o agente (layout e experiência)
O serviço define:
– layout do caso
– campos visíveis
– ordem das informações
Impacto direto no dia a dia do RH.
- Se o serviço pode ser reutilizado por vários catálogos
Um mesmo serviço pode ter:
– vários itens de catálogo
– várias formas de entrada
– o mesmo comportamento interno
Exemplo real:
– solicitação via portal
– criação via integração
– criação manual pelo RH
CHECK-LIST
Check-list é guia.
Não é execução.
Para que serve
- Evitar esquecer etapas
- Padronizar o atendimento
- Ajudar o analista no dia a dia
Onde aparece
Dentro do caso, só para quem atende.
Quando usar
- Atividade simples
- Mesma pessoa executa tudo
- Não precisa prazo por etapa
Exemplo
Serviço de atualização cadastral
Check-list:
- Conferir documento
- Validar dados
- Atualizar sistema
- Registrar observação
Nada disso precisa virar tarefa.
TAREFAS
Tarefa é execução de verdade.
Tarefa tem:
- Responsável
- Prazo
- Status
- SLA
Quando usar tarefa
- Outro time executa
- Precisa controle
- Precisa prazo
Exemplo – tarefa criada manualmente
Durante o atendimento, o analista percebe que precisa do Jurídico.
Ele cria uma tarefa manual para o Jurídico analisar.
Exemplo – caso que já nasce com tarefas
Serviço de desligamento.
O caso já nasce com tarefas para:
- RH
- Folha
- TI
Aqui a tarefa já faz parte do desenho do serviço.
APROVAÇÕES
Aprovação definida no serviço
Sempre acontece, independente do cenário.
Exemplo:
Trabalho em dia não útil sempre exige aprovação do gestor.
Aprovação definida por fluxo
Só acontece se alguma condição for atendida.
Exemplo:
Se valor acima do limite, pedir aprovação adicional.
Aprovação adicionada pelo agente
Só é possível se o serviço permitir.
Exemplo:
O analista percebe um risco e adiciona aprovação jurídica manualmente.
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4 hours ago
Excelente post, Karin! 🏆
