O que é DevOps?

DevOps é um método relativamente novo e inovador para o desenvolvimento e a entrega de softwares de qualidade.

O termo combina o prefixo da primeira palavra dos termos desenvolvimento de software e operações de tecnologia, já que o DevOps trata da eliminação de silos e da união das atividades de desenvolvimento e operacionais.

O DevOps evoluiu muito desde seu surgimento, há mais de 10 anos. Os administradores de sistemas queriam acompanhar o ritmo das equipes de desenvolvimento de produtos Agile, que estavam criando softwares de alta qualidade com mais frequência. As equipes estavam melhorando na entrega de software, mas ainda havia gargalos no restante do fluxo de valor, em áreas como planejamento inicial e implantação e gestão de sistemas operantes. Naquela época, esses gargalos causavam atrito entre as equipes de desenvolvimento e operacionais. Em muitas empresas, isso ainda acontece até os dias de hoje. Andrew Clay Shafer e Patrick Debois receberam os créditos pela criação do termo DevOps em 2008, e o conceito se consolidou com o primeiro DevOpsDays, na Bélgica, em 2009.

A implementação do DevOps não envolve apenas ferramentas, mas também a forma de trabalhar das pessoas e os processos utilizados. O DevOps quebra o isolamento histórico entre as equipes de engenharia que criam um aplicativo ou serviço e os responsáveis por administrar esse serviço depois de lançado e operante. Os processos e o trabalho se alinham a todo o ciclo de vida dos produtos e serviços e a tudo que é necessário seu funcionamento e fornecimento.

Em um cenário ideal, uma equipe gerencia todos os aspectos do serviço, incluindo funções de segurança e teste. Em empresas maiores, ainda é possível haver algum nível de especialização funcional, mas continua sendo vital que o processo e a comunicação sejam focados na entrega de ponta a ponta do serviço como um todo. Essa visão centrada no produto pode ser direcionada a algo simples, como um microsserviço, ou um conjunto mais complexo de marcos que compõem um lançamento (as circunstâncias e o cliente final geralmente determinam esse aspecto). O objetivo é continuar promovendo pequenas alterações e iterar de forma mais rápida à medida que o tempo passa.

Os novos processos e equipes usam automação e tecnologias que facilitam a conexão de ponta a ponta do ciclo de vida do produto ao máximo, incluindo o ciclo de feedback do cliente à equipe, componente muito importante da abordagem.

A importância do DevOps vem do seu potencial de ajudar empresas a se diferenciarem da concorrência por meio de uma resposta mais rápida às demandas das empresas. O DevOps é um método novo e melhor de desenvolver softwares com uma melhor colaboração de ponta a ponta, não apenas entre equipes de desenvolvimento e operacionais, mas também entre funções de segurança (às vezes chamada de DevSecOps), teste (garantia de qualidade ou QA), controle de versão e recursos de colaboração entre equipes, como o ChatOps. O resultado do DevOps é um software melhor e implementações mais bem-sucedidas.

Na essência, o DevOps é uma prática recomendada do setor. Sua criação partiu da premissa de que as empresas de fornecimento de aplicativos e serviços funcionam melhor quando as equipes de desenvolvimento de software trabalham de forma colaborativa e promovem a integração e a entrega contínuas (CI/CD). Ou seja, no final de cada iteração, não importa o quão curta ela seja, o software está pronto para operar, mesmo que nem sempre seja colocado em operação.

Grandes empresas passam por transformações de DevOps para resolver um problema comum e fundamental da criação de softwares corporativos. Quando os desenvolvedores criam um novo software, a programação e os testes acontecem em um ambiente de desenvolvimento off-line que permite a correção dos bugs, ajuste do código e refinamento dos requisitos sem nenhum risco para as empresas, agências governamentais ou instituições médicas ou educacionais.

No entanto, ao implantar o novo software ou código no mundo real, surgem problemas, porque o ambiente do desenvolvedor não é exatamente igual ao ambiente de produção, que está em constante evolução. Esse fenômeno pode gerar algumas complicações e até certa frustração. As falhas na implantação causam problemas que custam muito tempo e dinheiro para serem corrigidos. Historicamente, esse problema foi agravado pelo grande número de alterações lançado em versões não tão frequentes.

As equipes operacionais são responsáveis por garantir que os produtos funcionem de forma confiável em fase de produção, fazendo as verificações e balanceamentos adequados para garantir uma implantação segura. Podem surgir alguns obstáculos na colaboração entre as equipes operacionais e de desenvolvimento que tentam iterar e lançar as alterações de código no mundo real o mais rápido possível.

Um funil de entrega baseado em DevOps busca fazer com que as equipes de desenvolvimento e operacional:

  • Trabalhem melhor em conjunto

  • Pensem e ajam com a mesma mentalidade

  • Removam barreiras e estruturas isoladas

  • Dividam responsabilidades

  • Vejam GQ, controle de versão, gestão de configuração e gestão de versões como atividades de prestação contínua conectada, muitas vezes chamada de fluxo de valor

Ao integrar as equipes de desenvolvimento e operacional e adotar a automação, as empresas melhoram a colaboração, a cultura empresarial e, consequentemente, a produtividade. A integração do DevOps ocorre com a automação da infraestrutura e dos fluxos de trabalho, o que permite o lançamento contínuo de aplicativos para a fase de produção com a medição constante do desempenho.

Automação é uma prática recomendada fundamental para empresas que usam um modelo DevOps. Automatize o máximo de tarefas possível, principalmente:

  • Testes funcionais de código, usuário e segurança

  • Fluxos de trabalho, incluindo stage-gates e lançamentos

  • Implementações e mudanças de infraestrutura

  • Validação de alterações na gestão de configurações

O DevOps traz uma grande vantagem competitiva por meio de funções de código automatizadas que ocorrem durante todo o ciclo de vida do desenvolvimento de um software. No entanto, a automação só é possível se as equipes souberem da existência dos recursos de automação e que muitas funções que antes eram manuais estão cada vez mais automatizadas, como a gestão de alterações de ITILs, ou bibliotecas de infraestrutura de tecnologia da informação. A automação pode melhorar muito a experiência dos desenvolvedores por eliminar tarefas mais administrativas de suas responsabilidades.

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Outra prática recomendada do DevOps é programar o software em pequenos pedaços que possam ser integrados, testados, monitorados e implementados em poucas horas. Este é um avanço em relação às práticas antigas de programar e testar grandes volumes de código ao longo de semanas ou até meses. As equipes de desenvolvimento passam a ser mais responsivas às necessidades das empresas, e uma grande interrupção causada por uma versão maior com muitas alterações se torna menos provável. Além disso, é mais fácil reverter uma mudança pequena se algo der errado na produção. Essa prática é recomendada a empresas que usam novas tecnologias nativas da nuvem ou uma infraestrutura mais tradicional.

Nem todos os projetos podem ser entregues em pequenos blocos e com mais frequência. Às vezes, ainda faz sentido agrupar as mudanças em versões maiores ou menos frequentes em um ciclo de vida de DevOps maior. No entanto, as equipes de DevOps trabalham com o princípio de que o código deve poder ser implantado instantaneamente.

Embora a maioria das empresas tenha formado uma experiência sólida em desenvolvimento Agile e esteja experimentando ou investindo pesado nos princípios do DevOps, algumas acreditam que o DevOps não está pronto para grandes empresas. Isso acontece por diversos motivos, como as grandes mudanças que a adoção do DevOps exige na organização de pessoas, processos e tecnologia. Outro fator é que quase todas as grandes empresas estão sujeitas a uma série de regulações, principalmente em sistemas que envolvem finanças, informações de identificação pessoal (PII) ou dados de serviços de saúde. O ambiente regulatório para grandes empresas é um dos fatores que motivam o controle rígido das operações de TI para o lançamento de atualizações de aplicativo. Esses controles estão prontos para a automação porque se baseiam em processos manuais.

Com o avanço das implementações de DevOps, da experiência e da automação, o DevOps será usado com mais frequência para tratar de questões reais e problemas empresariais. E quando as pessoas perceberem que é possível equilibrar velocidade e agilidade com regulações e controle, estarão mais do que prontas para criar recursos de software inovadores. As práticas consolidadas de DevOps se baseiam no entendimento fundamental dessa realidade e podem aumentar a produtividade das pessoas, porque os sistemas para “planejar, desenvolver e executar” são mais eficientes.

É possível disseminar a metodologia DevOps em toda a empresa de forma inteligente, eliminando o risco do trabalho ágil e minimizando os obstáculos entre as equipes de operações de TI e de desenvolvimento. Grandes empresas que empregam controles rígidos para a continuidade dos negócios podem usar tecnologias emergentes, como gestão do fluxo de valor (VSM) para ajudar na transição.

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Uma equipe DevOps bem entrosada se articula rapidamente e oferece benefícios de formas muito básicas: lançamentos de software menores e mais frequentes entregues no prazo ou antes e com menos problemas surgindo em fase de produção. Mesmo se alguns bugs forem encontrados na produção, a correção é mais rápida. Além disso, a equipe aprende e evolui usando os dados disponíveis por conta da colaboração e da gestão do fluxo de valor.

Boas equipes de DevOps programam mais rápido do que pares com pior desempenho e apresentam menos falhas. A transição para o DevOps estimula uma mentalidade de melhoria contínua em toda a empresa porque todos os envolvidos têm acesso a informações sobre todo o ciclo de vida. Além disso, os recursos de IA no DevOps que estão surgindo trazem ainda mais eficiência com a automação e maior confiabilidade.

Existe um case de negócios óbvio para o DevOps, mas implementá-lo pode trazer um desafio inesperado para as lideranças. É preciso uma boa preparação e persistência para as empresas abandonem a metodologia de desenvolvimento em cascata e adotem o Agile para, em seguida, partir para o DevOps. No entanto, as recompensas podem ser impressionantes.

Estabilidade

Muitas práticas recomendadas de DevOps aumentam a estabilidade. Por exemplo, o foco em alterações menores que provavelmente não vão causar grandes interrupções, já que podem ser revertidas rapidamente e quase sempre de forma automática, se algo der errado. O processo de integração contínua do DevOps combina e testa as alterações de código da maneira adequada, e a aplicação de políticas e ferramentas pode eliminar os problemas presentes no ciclo o quanto antes.

Segurança

O relatório State of DevOps de 2019 da Puppet mostra que uma base sólida para o DevOps faz com que a segurança seja mais simples e confiável de implementar. A segurança passa a integrar a equipe de DevOps, assim como o desenvolvimento, o teste e as operações. O trabalho em equipe melhora, e a segurança é inerente a essa mudança.

Velocidade

Trabalhar com integrações menores e equipes de ponta a ponta combinadas faz com que as mudanças sejam implementadas mais rapidamente e as equipes se tornem mais responsivas às necessidades da empresa. O tempo médio da ideia inicial à aplicação da alteração no ambiente de produção é reduzido consideravelmente, reduzindo o tempo de retorno.

Colaboração

Os benefícios do DevOps são potencializados com uma melhora na colaboração e na comunicação. Os desenvolvedores recebem feedback direto sobre seu trabalho no ambiente de produção e os operadores têm mais informações sobre o que está sendo entregue e por quê. Todos os envolvidos, incluindo a equipe de segurança e de garantia de qualidade, têm a oportunidade de falar e aprimorar suas políticas com o apoio de toda a equipe.

Não é fácil integrar desenvolvedores e equipes operacionais para trabalhar juntos, desenvolver com rapidez e lançar código à fase de produção. O DevOps depende muito de mudanças culturais e processuais, além da disponibilidade das ferramentas certas. Muitos líderes de TI, engenharia e unidades de negócio de grandes empresas têm receios ao planejar essa transição, o que é totalmente compreensível. No entanto, o case de negócios do DevOps é convincente, e produtos como o DevOps da ServiceNow simplificam os fluxos de trabalho. Em resumo, não há motivo para qualquer empresa evitar a implantação do DevOps.

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Como adotar o DevOps

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