A complexidade nutricional exigia mais do que planilhas
Jordyn Nylander, nutricionista clínica sênior na San Diego Zoo Wildlife Alliance, não começa com o que os animais comem. Ela começa com a forma como eles comem. “Cada animal tem uma série de adaptações e desafios únicos”, explica Nylander. “Consideramos como eles mastigam, como interagem com outros animais, o ambiente em que vivem (luz solar, sombra, temperatura, etc.). Até mesmo o tamanho e a apresentação dos alimentos são importantes.”
A altura de uma girafa faz com que a comida tenha que ser preparada e posicionada bem acima do chão, condizendo com a forma como ela se alimenta naturalmente. Cada variável forma um plano alimentar. Agora, multiplique esse nível de especificidade por 3.000 planos alimentares ativos em dois complexos.
A San Diego Zoo Wildlife Alliance (SDZWA) cuida de mais de 15.000 animais de mais de 900 espécies, muitas delas ameaçadas de extinção. Sua missão é salvar vidas por todo o mundo, protegendo e preservando a vida selvagem para as gerações futuras.
Mas, por décadas, a gestão nutricional nesse nível de especificidade foi realizada em sistemas fragmentados: centenas de planilhas do Excel, uma base de dados frágil, chamadas de rádio, ligações e anotações escritas à mão guardadas no bolso de alguém.
Quando uma dieta mudava, essa atualização passava por vários canais, sem garantia de chegar à pessoa certa a tempo. Para animais com necessidades altamente específicas, isso não era apenas ineficiente. Era um risco.
A coordenação consumia o tempo da conservação
O trabalho em si é uma ciência precisa, mas os sistemas usados eram fragmentados. Os nutricionistas recebiam solicitações por rádio e telefone. As atualizações dietárias chegavam por vários canais. As equipes de depósito nem sempre tinham certeza de qual versão era atual. Especialistas em cuidados descobriam que algo mudou no meio da refeição.
Especialistas altamente treinados tinham menos tempo para desenvolver a ciência da conservação porque buscar informações, confirmar atualizações e tentar manter tudo alinhado levava tempo.
A restrição de uma organização sem fins lucrativos se tornou uma oportunidade de parceria
April Dornback, gerente da central de serviços e administradora da ServiceNow na SDZWA, viu o problema claramente.
“Foi um pesadelo”, relembra Dornback. “Bancos de dados que poderiam falhar. Centenas de planilhas do Excel. Ligações, chamadas de rádio, notas adesivas… anotações que não foram compartilhadas entre equipes.”
A organização precisava de um sistema unificado no qual nutricionistas, equipes de depósito e especialistas em cuidados pudessem trabalhar com as mesmas informações. Então, Dornback levantou uma questão importante: onde as pessoas qualificadas estavam perdendo tempo com atividades que não exigiam seu conhecimento? A resposta foi a coordenação. Em vez de adicionar mais pessoas ou processos, ela se concentrou em remover os empecilhos.
A ServiceNow.org ofereceu à Dornback algo raro: recursos de nível empresarial desenvolvidos para as restrições de organizações sem fins lucrativos, como orçamento restrito, número limitado de funcionários e prioridades centradas na missão da empresa. Ela já tinha visto o valor da ServiceNow nas operações de TI da SDZWA. Agora, ela encontrou uma oportunidade de estender essa base para o centro da missão com a criação da própria app personalizada na ServiceNow AI Platform.
Sua equipe usou o ServiceNow App Engine e o Workflow Studio para desenvolver o Wildlife Nutrition Hub, uma aplicação projetada do zero para o modo de trabalho das equipes da SDZWA.
A coordenação em tempo real substituiu horas de esforço manual
O Wildlife Nutrition Hub conecta nutricionistas, equipes de depósitos e especialistas em cuidados em um único fluxo de trabalho compartilhado.
Quando Nylander atualiza um plano alimentar, como a alimentação de Seri, uma girafa no habitat da África Oriental, a mudança fica visível imediatamente para todas as pessoas que precisam vê-la. A equipe de depósito começa a buscar e preparar alimentos. Os especialistas em cuidados recebem atualizações automaticamente. Quando chega a hora da refeição, todos estão na mesma página. O que antes exigia várias chamadas, acompanhamentos e rastreamento manual agora acontece perfeitamente.
“Temos um espaço unificado onde nossas equipes podem ver as mesmas informações em tempo real”, conta Nylander. “Ele soluciona problemas de comunicação para garantir que tenhamos a alimentação e o cronograma corretos para cada animal.”
O tempo recuperado da coordenação foi direcionado para o trabalho de conservação
Os ganhos operacionais são claros. O impacto na missão é ainda maior.
Com menos tempo gasto gerenciando a logística, Nylander e sua equipe podem se concentrar em um trabalho científico mais profundo, como genética animal, estratégias de reprodução e sobrevivência a longo prazo das espécies.
“O valor real é liberar nosso tempo”, diz Dornback. “Com o Wildlife Nutrition Hub, agora todos estão na mesma página, fazendo a mesma coisa ao mesmo tempo, e têm a capacidade conjunta de fazer tudo fluir.”
A cada ano, a SDZWA gerencia mais de 400.000 toneladas de alimentos em seus complexos. Esse esforço agora é coordenado em um único sistema, que não só melhora as operações diárias, mas também gera informações úteis para os programas de conservação global.
A proteção das espécies começa com a proteção dos sistemas por trás delas
“Eu poderia trabalhar com tecnologia em qualquer lugar”, comenta Dornback. “Mas eu escolho trabalhar aqui porque o que nós fazemos protege as espécies. A ServiceNow.org ajudou a tornar isso possível.”
Para Nylander, esse impacto fica claro no dia a dia.
“As escolhas que fazemos sobre a nutrição da vida selvagem afetam diretamente os esforços de conservação em todo o mundo”, diz Nylander. “Quando alimentamos um animal, estamos pensando nas gerações futuras das populações na natureza.”
A SDZWA criou um sistema que reflete a complexidade de seu trabalho e libera seus especialistas para se concentrarem no que é mais importante. Porque, na conservação, a eficiência não é o objetivo. Ela só ajuda a tornar a missão possível.